Medida tem a ver com a – ainda – popularidade de torrents de seu próprio conteúdo

Você pode até viver num condomínio de luxo ou ter um office na avenida Paulista bem ao estilo poder e ostentação tão valorizados no mundo corporativo, mas, uma coisa (além da morte, claro) nos nivela a todos: A instabilidade da internet brasileira.

Calma, respira, não é nada pessoal. Posso imaginar o boleto caríssimo que você paga por mês pela sua ultra velocidade de internet, porém, sabemos que essa velocidade não se mantém “no topo” o tempo todo e é pensando nisso que a Netflix projeta disponibilizar conteúdo offline para países como o nosso.

Obviamente não é por caridade e muito menos simpatia. O que acontece é que a Netflix está perdendo mercado nos Estados Unidos e crescendo exponencialmente em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Mas, como diz o sábio carioca Bezerra da Silva, “malandro é malandro e mané é mané”,  a Netflix percebeu que justamente nesses países o download gratuito dos seus filmes e séries é o campeão de audiência e, uma vez baixado é compartilhado com quem assina ou não a Netflix.

“Acho que como nós entramos no mundo subdesenvolvido e países em desenvolvimento queremos encontrar alternativas para as pessoas usarem a Netflix facilmente”, disse Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix que ainda não deu data para o acesso offline, mas, é bom ele se apressar porque a Amazon Prime Video, seu concorrente direto, já faz isso.

O público da Netflix, hoje, está em 190 territórios diferentes e o investimento pesado na produção de filmes e séries (na língua local) gira em torno dos US$ 6 bilhões para 1000 horas de programação, ou  seja, não há o menor interesse da Netflix em investir esse montante e ver seu conteúdo baixado e compartilhado livremente sem nenhum custo para quem tiver acesso a ele.

Ted Sarandos, ainda faz uma crítica sutil à indústria americana de filmes e séries dizendo que “nosso objetivo não é exportar a televisão americana em todo o mundo. Nosso objetivo é exportar grandes histórias de todo o mundo, para todo o mundo.”

Tomara que essa alternativa da Netflix chegue ao Brasil o quanto antes, se bem que, séries e filmes Netflix made in Brazil nós já temos, mas quer saber? O certo seria a internet de verdade chegar até nós, porque, essa iniciativa da Netflix em “se nivelar por baixo” à nossa banda larga lamentável, acaba por gerar uma desconfiança:

Quando será que deixaremos de ter a música da Ivete Sangalo como hino da internet brasileira?

“Cai, cai, cai, cai, cai ,cai cai! Hey! Hey! Hey! Tudo tudo vai rolar!”

Beijo me clica!®