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Paposolo com Renato Alarcão: sketchbooks como um olhar para o mundo.

Após anos de inatividade decidi que era hora de voltar a desenhar. Eu tinha montes de materiais de desenho, colecionados com o maior carinho, e nada de usá-los. Resolvi que já era mais do que o momento de colocar a mão na massa, mas como?

Do tempo parado ficou um baita bloqueio, perda do traquejo e insegurança. Como sair desta ratoeira? Foi então que, procurando adquirir um bom sketchbook (livro de esboços) eu acabei conhecendo o ilustrador Renato Alarcão (foto) e soube do seu curso, o Diário Gráfico. Salvou a minha vida.

Hoje, não saio de casa sem meu caderno e retomei meu ritmo de desenho, e o melhor, um bom bocado de alegria e prazer e por tabela ainda ajuda bastante na rotina profissional.

Acabei fazendo outros cursos, lá no Marimbondo, o estúdio/escola que ele divide com o calígrafo Cláudio Gil e também com a Rosa Guimarães, sua esposa e sócia na Zoopress, selo que desenvolveram para a produção de sketchbooks e outros trabalhos que envolvem encadernações artesanais e altamente sofisticadas. AO longo desta entrevista você confere alguns dos seus trabalhos. Com a palavra, o Mestre.

A quanto tempo você está no mercado?

Desde 1995, ano em que me formei em Design Gráfico pela UFRJ.

Sempre teve carreira solo?

Posso dizer que sim, apesar de ter tido um único emprego de carteira assinada, que, felizmente durou apenas 3 meses.

Qual o benefício que o sketchbook trouxe para o seu trabalho?

Os sketchbooks tem sido o local onde educo o meu olhar, coleciono o que me interessa visualmente, e, principlamente, funcionam como suporte para experimentações que, muitas vezes, não encontram uso específico na vida profissional. É como um “laboratório de teste” criativo.

O que te levou a ministrar o Diário Gráfico?

Este curso começou quando eu ainda morava nos EUA e, em parceria com algumas ONGs e o YMCA, montamos um programa de artes para crianças. Os participantes aprendiam desde a fazer o papel reclicado, que depois eram encadernados sob forma de um livro (que chamávamos de  “Visual Memoirs”), e, finalmente as crianças traziam de casa suas “memórias” afetivas para serem colecionadas sequencialmente. Os cadernos que elas produziam eram riquíssimos do ponto de vista plástico, e incluiam colagens, pinturas, desenhos, fotografias…Você sabe, qualquer criança com materiais artísticos por perto se esbalda…

As estratégias criativas deste programa geraram resultados tão interessantes que depois as apliquei em um trabalho com um grupo um pouco mais crescido, desta vez jovens na faixa dos 16 aos 18 anos, que haviam tido probelmas com a lei e que, para não passar um tempo na cadeia foram conduzidos a um trabalho comunitário que envolvia a criação de arte pública (fizemos 13 murais juntos). Os resultados com este grupo me animaram a pesquisar o assunto mais a fundo. Encontrei muitos livros interessantes em bibliotecas. Com o tempo, a prática de trabalho com diferentes faixas etárias e experiências de vida, me permitiu aprimorar o programa para o atual formato.

Conseguiria largar o magistério gráfico?

De forma alguma. Ao longo da minha vida de estudante tive grandes mestres, todos artistas excepcionais. Isso me fez entender que o ditado “Quem sabe faz, quem não sabe ensina” é uma frase que só pode ter saído da cabeça de um imbecil. Compartilhar o conhecimento é um gesto de generosidade, e é também sobretudo uma oportunidade para aprender ensinando e, mais ainda,  tomar contato com diferentes formas de ver e pensar. Dar aulas é um dos tripés da minha vida profissional. Faço por paixão mesmo.

Digo sempre e reafirmo, o curso salvou a minha vida. Você consegue perceber o tanto de felicidade que o curso produz nos alunos?

Rapaz, vão achar que estou te pagando mensalão pra escrever isso, hahaha!

Tenho tido muitas alegrias no Diário Gráfico, principalmente em saber que, para muitas pessoas as estratégias criativas com as quais tomaram contato no curso acabaram fazendo delas pessoas mais livres, menos preocupadas com o resultado, e mais interessadas em curtir o processo. É um conceito muito bem amarrado naquela frase do Dan Eldon, “A jornada é o próprio destino”.

É importante deixar claro que que nem todos entendem completamente o que propomos no curso. Tive um aluno certa vez (ele era instrutor de Corel Draw num Senac desses), que entrou sem entender e saiu mais perdido ainda. Ele nunca havia segurado em um pincel, e a falta de controle sobre os resultados o paralisaram, segundo me disse.  Uma menina certa vez perguntou em aula o que fazer com aquelas colagens, “aquelas viagens” (aspas dela…)_, como ela conseguiria aplicar aquilo num projeto para um cliente. Eu simplesmente respondi: “isto não é para o seu cliente, é para você.

É necessário saber desenhar ou ser ilustrador para fazer o curso?

Não há nenhum pré-requisito para fazer o curso. Já tive alunos que eram atores, jornalistas, fotógrafos e atualmente tenho uma aluna que é bióloga eque  está fazendo trabalhos muito bonitos.

Como um Diário Gráfico pode ajudar no dia-a-dia de um profissional de criação?

Primeiramente é importante frisar que não basta ter um caderno. É importante que isto se torne uma prática descompromissada, constante e sem preocupação com o resultado. É justamente quando o hábito se enraiza, que a pessoa se torna mais curiosa, mais criativa e “last but not least” passa a conhecer melhor aquilo que atrai seu olhar.

Obviamente conheço muita gente que passou pelo curso e que usa seus cadernos como matriz de idéias mesmo, escaneando dali elementos gráficos, texturas, ou então encontrando naquelas páginas a centelha que vai dar origem a algo mais específico para as necessidades de um projeto.
Sei também  que pelo menos 3 ex-alunos meus fizeram seu TCC sobre cadernos e sketchbooks

A lista ligada ao curso é muito bacana, o que você poderia dizer sobre o perfil dos assinantes e qual o maior benefício usufruido por eles?

Fazem parte da lista todos aqueles que participaram dos cursos realizados no Estúdio Marimbondo (no Rio) e nas oficinas itinerantes (chamadas de Diário Gráfico “Crash”) realizadas em São Paulo, Porto Alegre, Passo Fundo,  Recife, Fortaleza, Manaus e Brasília. Temos também convidados escolhidos pela qualidade de seus portfolios e pelo “notório saber”.

A lista do Diário Gráfico foi fundada em Agosto de 2004, e nestes 4 anos, tem sido o local onde fazemos intercâmbio de idéias, a discussão de processos de trabalho e compartilhamos aprendizados que enriquecem a experiência de todos.  Importante mencionar também a ampliação da rede de contatos profissionais, já que temos constantemente ofertas interessantes de empregos, estágios e frilas.

Por tratarmos de assuntos bem específicos nas artes visuais, e pelo nível intelectual dos seus colaboradores mais habituais, a lista do Diário Gráfico tem recebido elogios e a todo momento recebe novos pedidos de adesão.

Uma palavra de mestre para quem está ingressando ou deseja ingressar na Carreirasolo de ilustrador:

Desenhe muito e leia mais ainda. Vá no site www.guiadoIlustrador.com.br, criado pelo colega Ricardo Antunes (membro da lista do D.G.) e baixe o PDF. As instruções ali valem por uma aula sobre a profissão. E, claro, visite o site da SIB, sociedade dos Ilustradores do Brasil (www.sib.org.br)

Eu fiz os dois módulos do curso Diário Gráfico e outros cursos no Estúdio Marimbondo, eu recomendo muito e, além do conteúdo maravilhoso e da permissão para assinar a ótima lista, puder fazer amizades extraordinárias.

Fico feliz que você tenha curtido os cursos. Você tem sido um participante bastante assíduo da lista do Diário Gráfico e suas considerações têm sido sempre muito relevantes. Eu agradeço por isso.

Renato, não há de quê, e, em verdade, a gratidão é minha. Muito obrigado!

Para saber mais

Billy Umbella fala sobre o futuro do podcast no Brasil e sobre a ABpod

Billy Umbella, ou Maestro Billy dependendo de onde você o conheça, é um destes caras que toma para si a divisa do pioneirismo. E vai mais além: pega a divisa e cola no ombro de quem estiver próximo, contagiando a todos com idéias bacanas, projetos mil etc e tal.

Um deles, sem dúvida é a ABpod (Assosicação Brasileira de Podcasters) a primeira organização ao redor do tema Podcast.

Aliás o tema é recorrente na trajetória profissional do cara: e a ele deu formato de negócio, emplacando idéias como o Podcast da Heineken e outros tantos, gerados por sua produtora, o estúdio Mellancia. Pilota ainda as carrapetas virtuais também do podcast ADD, com seleção musical muitas vezes co-criada por seus seguidores do Twitter.

Conversamos em duas ou três trocas de e-mails e o resultado é esta pequena entrevista que tem o objetivo de deixar mais tranquilos aqueles que leram o primeiro parágrafo duas ou três vezes sem nada compreender. Vamos lá?

Gravou um pensamento com uma música de fundo e jogou na rede é Podcast? O que definiria este formato?

O que diferencia um podcast de um mp3 qualquer é o FEED. Sem o FEED não existe podcast. Podcast nada mais é uma junção entre o MP3 em algum servidor e um FEED que a pessoa adiciona a um agregador qualquer (o iTunes é o mais usado) e recebe automaticamente o arquivo. Ainda mais, este MP3 não pode ser só uma musica ou algo assim.

Tem que ser algo que tenha algum conteúdo. Pode ser, como vc mesmo disse, um pensamento com uma música de fundo, mas também pode ser algo mais trabalhado. Um bom bate-papo, um programa musical, conteúdo exclusivo e diferenciado para algum cliente, etc, etc, etc. O que vc imaginar em áudio é transformavel em podcast.

Já ouvi podcasts de humor, de música, sobre cultura, economia…o que você ainda não ouviu que acha que teria seu espaço?

Acredito que existe espaço para qualquer tipo de conteúdo em podcast. O podcast nada mais é do que a mega-especialização de conteúdo. Se vc é um cara que conhece e estuda sobre arbustos que nascem nas sombras das árvores tropicais, vc pode fazer um podcast sobre isso. E pode ter certeza que as outras 10 pessoas no Brasil que gostam do mesmo assunto serão impactadas pelo seu podcast.

E, assim como o publico, a empresa que faz adubos para arbustos que nascem nas sombras das árvores tropicais pode te patrocinar, já que é para aquelas outras 10 pessoas que a empresa tem que falar, e não dispersar a mensagem e gastar muito dinheiro criando um comercial de 30 segundos para TV e veicular no Jornal Nacional. Qualquer informação é informação, e qualquer público pode ter seu podcast.

Empresas já descobriram o formato na criação dos podcasts corporativos. É uma tendência? Qual a principal vantagem para a marca a criação de um programa desse?

Aqui no Estúdio Mellancia, o podcast é tendência desde 2005. Temos cases de sucesso como a Rádio Heineken (desde 2005 semanalmente, o primeiro podcast corporativo), o podcast Pretinho Básico da Revista Cláudia em parceria com o desodorante Rexona Crystal (400.000 downloads completos no primeiro mês de veiculação), o podcast Volkswagen Supersurf (que virou CD para ser distribuído nos eventos, com músicas exclusivas do Cansei de Ser Sexy e do Mombojó), e muitos outros.

Hoje em dia as empresas estão mais familiarizadas com o processo do podcast, e viram nesta mídia de baixo custo e alta penetração no seu publico uma excelente ferramenta de trabalho para divulgar seus conceitos, produtos e, acima de tudo, fidelizar seus clientes.

Acredito que muitos leitores queiram um dia gravar seu próprio podcast. Fale um pouco de como a ABPod pode ajudá-los?

A ABPod (Associação Brasileira de Podcasters) é ainda incipiente, mas já temos uma grande conquista no que se refere ao pagamento de direitos autorais para uso de músicas de terceiros junto ao ECAD. Este acordo foi um primeiro modelo de negócios que conseguimos criar que é interessante para os dois lados.

Para o lado do podcaster, pois existe um modelo tangível e claro para a “não-pirataria”, ou seja, o podcaster pode procurar patrocínio para seu podcast sem se preocupar se o conteúdo musical do produto é ilegal ou não, e o valor acordado de 1UDA (Unidade de Direito Autoral - R$ 41,00 atualmente), que é um valor extremamente baixo para o resultado que tivemos.

E para o lado do ECAD, pelo ineditismo deste modelo, que pode ser ampliado para sites pessoais, blogs e tudo mais que potencialmente use música e que não paga nada de direitos autorais atualmente, bem como este pagamento teoricamente ínfimo, mas que no bojo acaba criando uma nova linha de distribuição de direitos, onde até 3 meses atrás não existia nada, era a famosa “terra de ninguém”.

Ao ser um afiliado da ABPod, vc tem direito ao usufruto deste acordo, sem pagar nada para a ABPod, mas fazendo parte do cadastro. Ainda este ano, provavelmente em Outubro, quando o Premio Podcast 2008 pegar fogo, teremos o www.abpod.org totalmente remodelado, com dicas, sugestões e, provavelmente, mais parcerias e modelos de negócios para o podcaster associado.

Pedro Superti da Dynamo aponta soluções para o trabalho remoto

Pedro e eu começamos a conversar justamente para falar de outsourcing. Ele me sondou para o cargo de Gerente de Projeto que trabalharia à distância, esquema home-office[bb], através de um método de remuneração flexível interessante: você ganha mais por quantos projetos forem destinados a sua carteira.

Conversamos longamente (via Skype) e, ao final, percebemos os dois que, dada a minha ocupação atual seria difícil corresponder a demanda. E repensamos a proposta para uma parceria mais a longo prazo.

Após a conversa, vi que ali tinha conteúdo interessante para vocês, leitores do Carreirasolo.org, e combinamos uma entrevista justamente para falar de seu processo de trabalho e de sua opção por Profissionais Freelancers e como ele lida com isso.

A seguir, um pouco da história que tem tudo a ver com o Carreirasolo.org

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Carolina Vigna-Maru debate quatro pontos cruciais para o mercado editorial.

vigna_post_250.jpgAcompanho o trabalho de Carolina Vigna-Maru há algum tempo e sempre o vi como uma mistura exponencial de disciplinas várias como música, literatura, fotografia e ilustração. É o tipo de profissional que você olha, olha, não entende direito o que faz, só sabe que faz muito bem. O convite para ser uma das colaboradoras do Carreirasolo.org em sua nova fase veio naturalmente, em rápida troca de e-mails: Topa? Claro. Deixa eu explicar como vai ser…Não precisa, eu topo. Coisa de quem trabalhar o bem, sabe?

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O time do Ikwa e a missão de ensinar você a fazer o que gosta

Quando vi pela primeira vez o vídeo deles, fiquei absolutamente impressionado. Estava ali, turbinado por depoimentos, com linguagem cinematográfica e uma promessa latente, tudo aquilo sobre o qual gosto de escrever: fazer o que se gosta para fazer bem e ser feliz.


E a troca de e-mails foi imediata. O time capitaneado por Mauricio Schonenberger mostrou-se capaz de criar, ao redor do IKWA, um negócio inovador, focado e “do bem”. A entrevista que se segue demorou alguns meses para ficar pronta, porque eu simplesmente queria esperar para publicar já na nova versão no Carreirasolo.org.

Afinal, se o clima é fazer o que se gosta, não teria outra maneira de recebê-los. Acompanhem!

Publiquei recentemente a matéria onde vocês e a equipe do Boo-box faziam seus depoimentos sobre as start-ups e o mercado brasileiros de capital de risco. Eu tenho a opinião de que vivemos as voltas com o mundo tecnológico e as empresas que surgem parecem brotar somente deste filão. Vocês acham que a internet, o capital de risco e iniciativas mais afeitas ao geral da população ( ou seja, outros segmentos, produtos mais variados etc) têm vez?

Sem dúvida existem start-ups surgindo em todos os segmentos da economia. Aqui no Ikwa temos contato bem próximo com os investidores de venture capital e acompanhamos diversos investimentos que eles fazem em outras áreas.

Acredito que a internet oferece mais oportunidades pelo alcance de mercado que ela proporciona. Empresas no mundo físico têm a restrição geográfica para alcançar os consumidores de seus produtos, já na internet não há fronteiras e para citar um exemplo, no caso do Ikwa, temos usuários do interior e litoral de São Paulo, Norte e Nordeste e Sul do Brasil, e até alguns usuários internacionais em Portugal e nos EUA.

O empreendedor no Brasil é um ser que divide seu cérebro em dois: de um lado ele é obstinado de outro sonhador. A onda da web participativa, baseada em opiniões a qual convencionamos chamar 2.0, trouxe muitos sonhadores. Mas…só os obstinados chegam lá?

O primeiro passo para montar uma empresa é ter um grande sonho, no nosso caso sonhamos com um mundo onde as pessoas amam o que fazem e queremos ajudar os membros da comunidade Ikwa a encontrar seus caminhos profissionais para chegar lá.

Entre sonhar e fazer isto virar realidade há um grande passo. Estruturar a empresa (especialmente no Brasil onde a burocracia desanima até o mais persistente dos empreendedores), contratar a equipe, lidar com o dia a dia…

Sem um grande sonho acho que desistiríamos no caminho. Mas acho que todo grande sonho quando perseguido se transforma numa obstinação, e talvez a característica principal do empreendedor seja esta, sonhar a tal ponto que este sonho se transforma numa obstinação.

E por falar em sonhadores, como vocês enxergam a emergência de profissionais freelancers na comunidade IKWA? Eles aparecerão um dia na teia de ocupações? Em que se diferenciariam dos profissionais tradicionais (CLT) no que se refere a formação e postura profissional?

É cada vez mais comum as pessoas serem contratadas pelas suas habilidades e com a complexidade cada vez maior do mundo de trabalho especialistas em diversas áreas são necessários para as empresas, nem sempre em tempo integral.

Acreditamos que o trabalho por job, ou freelancer seja cada vez mais comum, assim como o trabalho de casa sem ir ao escritório.

No Ikwa as carreiras estão dispostas por áreas do conhecimento, e os profissionais que trabalham nestas áreas podem ou não ser freelancers. Em breve a área “trabalhe” estará no ar com oportunidades profissionais, e elas não devem se restringir a empregos fixos, os “freelas” terão um espaço interessante dentro da comunidade Ikwa também.

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Ah, sim…

É óbvio que estou lá, e cá está meu perfil.

Humberto Oliveira conta como foi a criação do novo design do Carreirasolo.org

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A participação do Humberto no projeto de redesign do Carreirasolo.org é a prova cabal de que podemos reunir talentos e disposições ao redor de um blog. E fazer desta troca fontes de projetos e sucesso para todos.

Conheci o Humberto Oliveira como um dos primeiros a manter o hábito regular de comentar no site. Cara disciplinado e profissional, rapidamente começamos a enfrentar algumas concorrências juntos, como uma “dupla de freelas”, eu como Editor ele como Designer e programador.

Muitas propostas depois e alguns projetos na cartola, resolvi apresentar os wireframes com as minhas idéias para a evolução gradual do Carreirasolo. Os bate-papos movidos a muito Gtalk, ele ainda no Banco do Brasil e eu ainda na Petrobras, rolaram por vários meses. Corta dali, corta daqui, esta forma final levou mais alguns meses concorrendo com agendas, rotina e vida atribulada de todos nós.

Mas não me apressei, nem troquei de profissional. Resolvi esperar, confiar e acreditar que, o dia que estivesse no ar, seria o dia certo. E este dia certo chegou há uma semana atrás quando viramos a nova versão.

A partir de semana que vem, Humberto começa também como co-editor aqui no Carreirasolo.org contando pra gente um pouco do muito que tem vivido como Profissional Freelancer full-time. Aguardem.

Como você podem perceber ao redor deste post, ninguém perde por esperar.

Humberto, lembro que começamos a pensar neste projeto juntos ali pelo meio de 2006. Foi uma fase de agendas lotadas, pouco tempo para muitas idéias e alguns desafios profissionais. Mas diz aí, como foi seu processo criativo ao redor da idéia de remodelar o Carreirasolo?

Pois é, foi um período corrido, na época eu ainda não era freela fulltime e por isso tinha que dividir meu tempo entre o emprego formal, os projetos de freela e as nossas idéias de dominação mundial! Podemos dizer que o Carreirasolo foi um blog pioneiro, tratando de um assunto até recentemente pouco explorado até mesmo por blogueiros estrangeiros, muito mais acostumados com a vida de freelancer. Foi justamente esta inovação, junto com a ousadia de abordar um tema pouco comum, que tentei passar para o design do site.

Além disso, o grande desafio no redesign do Carreirasolo foi criar um layout sem muitas firulas, que fosse direto ao ponto e valorizasse o seu conteúdo. Por causa da inexplicável capacidade do Mauro de postar sobre diversos assuntos diariamente, o blog pode facilmente receber diversos posts em um mesmo dia, necessitando assim de uma atenção especial aos ajustes tipográficos para que o site seja agradável à leitura. Essa foi a minha principal preocupação, e acredito que o resultado final atende plenamente às necessidades.

A criação do logo foi uma surpresa, admito. Achei que você acertou de primeira e, se me lembro, só alteramos o detalhamento da lâmpada. Conta aí como chegou a essa idéia!

Você tem razão, esse foi o logotipo que foi mais rapidamente aprovado pelo cliente da minha história!

Criar um logotipo que realmente transmita a essência do cliente é uma das tarefas mais complexas que um designer pode receber. Vai muito além de escolher uma fonte, colocar uma sombrinha no photoshop e fazer com que ele siga a última moda dos logotipos.

No caso do Carreirasolo, o logotipo surgiu da seguinte frase, que resumia toda a essência do novo design do site:

“O redesign do Carreirasolo vai transformá-lo num verdadeiro celeiro de idéias, reunindo pessoas de diversas áreas ao redor de um mesmo tema com o objetivo de plantar nos leitores a semente da liberdade, discutindo os prós e os contras da vida de freelancer.”

Com este texto em mente, decidi evoluir com o tema da plantinha, já utilizado no site anterior. Representando o surgimento de idéias, coloquei a plantinha dentro de uma redoma, com um formato que remete a uma lâmpada. Para finalizar, escolhi uma fonte com serifas egípicas, mais grossas do que as tradicionais, para transmitir uma sensação de informalidade sem perder seriedade, combinando assim com o restante do layout do site.

Como já disse a alguns leitores, nesta nova versão o Carreirasolo.org vai se concentrar em solucionar as dúvidas dos Profissionais Freelancers. Neste sentido, sua participação como colaborador será fundamental. Já pensou numa pauta? Tópicos? Temas? Faz aí uma prévia, pô…

Esta semana completam seis meses desde que pedi demissão do meu antigo emprego e decidi embarcar de vez na vida de freelancer. É justamente sobre esta experiência pessoal que vou falar no Carreirasolo, sobre como enfrentar as adversidades deste mercado ultra-concorrente, como conquistar clientes e pouco a pouco aumentar a sua renda sem precisar trabalhar 12 horas por dia.

Com isso em mente, teremos diversos posts sobre como lidar com clientes, como reagir em determinadas situações e dicas de ferramentas úteis que ajudam a economizar tempo.

Vamos começar a trabalhar então? Se você pudesse dar apenas três dicas para nossos leitores serem Profissionais Freelancers, quais seriam?

Vamos lá então. A primeira dica que dou é sempre valorizar a sua condição de freelancer e nunca aceitar as condições desfavoráveis que o cliente impõe, mesmo que isso signifique perder o trabalho. Acredite, sempre aparece um trabalho melhor depois.

Segunda dica, tenha contatos em todas as áreas possíveis, saiba a quem recorrer no caso de um projeto complexo e sempre ajude outros freelancers, mesmo que não tenha nenhum retorno financeiro direto. Pense bem, um favor hoje pode se transformar num mega projeto em poucos meses.

E para fechar, trabalhe menos tempo. É isso mesmo, não é por que você é freelancer que deve passar 12 horas em frente ao computador. Não se esqueça que você depende de sua capacidade criativa para ganhar dinheiro, e ela é muito sensível, basta exigir demais que ela certamente de deixará na mão.

Equipe do Receitáculo dá a receita para Web ao ponto.

foto_receitaculo.jpgHá uns meses atrás fui indicado a responder uma pesquisa sobre meus hábitos na cozinha. Como a fonte era segura e a pesquisa muito bem montada, respondi tranquilamente às questões.

Eis que há uns 15 dias atrás, recebo um e-mail avisando que o resultado da pesquisa era nada mais, nada menos, do que mais um empreendimento da web nacional, o Receitáculo.

Prontamente preparei uma resenha com algumas sugestões neste post no Contém Conteúdo (meu blog sobre produção e consumo de conteúdo nestes tempos colaborativos). Sempre muito atentos e receptivos Maicon e Alessandro já até impementaram algumas delas.

Não poderia deixar de inaugurar esta nova fase do Carreirasolo.org com um bate-papo com esta dupla. Acompanhem!

Como vocês chegaram ao conceito e a necessidade de um serviço como esse?

A palavra chave é justamente essa, necessidade. Toda idéia deveria vir de uma necessidade, esta é a etapa fundamental na criação de qualquer projeto ou idéia.

O principal conceito surgiu da tendência de comportamento das pessoas tanto de internet como em relação à culinária. Saber cozinhar nunca foi tão hype como agora. A culinária, gastronomia e a cozinha contemporânea definitivamente estão num patamar mais elevado, consumindo espaço e fazendo tendência em comportamento.

E isso não é só no Brasil é global. Queremos que as pessoas se inspirem em chefs que estão em voga como Jamie Oliver[bb], Alex Atala[bb] e Nigella[bb] e produzam seus próprios vídeos de culinária e montem o seu próprio programa de televisão.

O Receitáculo traz um foco bem definido para uma rede social e aproxima pessoas com os mesmos interesses.

Posso dizer que a principal necessidade é a própria necessidade das pessoas se relacionarem através do paladar e sentirem que fazem parte de um grupo, de produzir, de se comunicar, de aparecer, enfim, de ser o foco.

Conte um pouco pra gente do início do projeto, primeiros conceitos, mascotes etc…

O conceito inicial do Receitáculo era algo bem mais simples e direcionado à busca de receitas apenas por ingredientes que você tivesse em casa (isso já faz alguns anos).

A idéia era quebrar o galho das pessoas que estavam sem grana ou que não queriam sair de casa para comprar algo. A partir disso Receitáculo foi se encaixando, como goiabada e queijo, à idéia de rede social até chegar nesta versão beta básica que está no ar hoje.

A idéia dos mascotes foi uma maneira de incentivar as pessoas a produzirem. O Davi Viegas acertou de primeira todos os esboços dos mascotes, e nenhum precisou ser revisto e em praticamente uma semana todos eles já estavam finalizados e prontos para usar. Foi muito bom.

Como formaram a equipe? Freelancer teve vez no Receitáculo?

Foi levado em conta quatro características para formação da equipe. As pessoas envolvidas deveriam ter um vínculo pessoal, deveriam ser ótimos profissionais, gostar muito de culinária e se dedicar fulltime ao Receitáculo.

Com isso, no decorrer dos acontecimentos, de cinco integrantes sobraram apenas dois. Não é todo mundo que está diposto a largar emprego em nome de um projeto no papel.

Apenas eu e Alessandro (que na época morava e trabalhava em Florianópolis) resolvemos arriscar em nome da idéia. O Alessandro voltou de mala e cuia para Curitiba para tocarmos o projeto e depois disso foi só ralação na construção do Receitáculo. Chamamos o Davi Viegas, ótimo ilustrator, para dar conta dos estilos dos mascotes e “pronto”.

Como o Receitáculo pretende sair do mundo virtual? Um encontro gastronômico seria bem bacana, não?

Com certeza, na verdade essas idéias já estão surgindo dos próprios membros do site (que ainda são em pouco número mas está crescendo a cada dia).

É inevitável e muito importante que esse tipo de interação aconteça. Como vai acontecer ainda é cedo dizer, tomara que para este ano, porque temos membros do Brasil inteiro então organizar qualquer encontro ou evento que queira englobar todas essas pessoas, sem restrição de localidade, requer uma logística bem aplicada e bem planejada.

Mas está totalmente em nossos planos.

Vocês estão confiantes com os futuros anunciantes? Mande um alô para eles!

Estamos sim, e muito. Queremos algo que agrege ainda mais valor tanto aos anunciantes quanto aos nossos usuários. Não podemos deixar de lado os formatos padrões, banners (em número muito reduzido) e anúncios de texto, mas o que está por vir é muito, mas muito interessante e difere de impressões e cliques em anúncios.

O que exatamente é não podemos divulgar agora.

Estamos apenas começando e captando membros para o site um a um. Mas os Planos de mídia de agências que antendem clientes do setor alimentício, gastronômico e culinário podem ter certeza que acaba de entrar uma ótima ferramenta para explorar a criatividade para suas campanhas e para os clientes de seus clientes, ou seja, membros do Receitáculo.

Erika Louise Correia - Marketing para Eventos Corporativos. Conheça as atividades de um setor que tem tudo para gerar muitos projetos para Profissionais Freelancers

erika.jpgQuando me proponho a entrevistar alguém, procuro trazer para meus leitores profissionais que possam somar conhecimento e experiência à comunidade. No caso da Erika não foi diferente. Esta entrevista, por exemplo, seria para a Galerasolo, mas, trocando e-mails percebi que seria muito mais produtivo para todos se Erika contasse para nós sua experiência com comunicação, marketing e eventos (ela trabalha na FGV de São Paulo), setor que não pára de crescer, inclusive no mundo virtual. Confiram e não deixem de entrar em contato com Erika que também realiza consultorias como profissional Freelancer.

Fale um pouco para nossos leitores sobre este segmento de organização de Eventos Corporativos

É um segmento que vem crescendo muito nos últimos anos. As empresas realmente descobriram o evento como uma importante ferramenta de comunicação e relacionamento com seus públicos de interesse. É uma maneira interativa de apresentar a instituição, seus produtos e serviços com muito mais qualidade e informação que qualquer outro meio permite. Podemos dividi-los em 04 tipos básicos: eventos institucionais (geralmente em parceira com outras instituições e busca apresentar a empresa ou algum programa da empresa, como um programa de Responsabilidade Social), os eventos promocionais (lançamento de produtos e serviços, por ex.), as feiras de negócios e os eventos internos (público interno).

Você mencionou em nossa conversa preliminar que este tipo de atuação traz consigo possibilidades para vários tipos de profissionais. Poderia dizer quais são e que tipo de especialidade uma empresa (ou profissional) de Eventos espera deles?

Como disse, os eventos foram redescobertos como importante ferramenta da comunicação e marketing, e estão pipocando por todo o país. E para chamar a atenção das pessoas para esses eventos precisamos de verdadeiras campanhas de divulgação. Hoje, com a internet (sites e e-mail mkt) conseguimos atingir o público alvo com muito mais assertividade e ainda acompanhar todo seu processo de busca de informação e inscrição para o evento. Isso, sem falar no trabalho de assessoria de imprensa, diagramação de materiais de apoio e outros serviços que dão suporte ao evento, como foto e filmagem, tradução simultânea, alimentação, decoração, etc…

Quais são as principais armadilhas que Profissionais dedicados ao segmento de organização de eventos enfrentam?

Acho que os principais problemas são de estrutura. O que pode atrapalhar o sucesso de um evento, e que foge da nossa competência, é o trânsito, a violência das grandes cidades e atualmente a crise aérea.

Que resultados uma empresa pode esperar de um evento? Em quem momento ele é mais indicado?

Um evento cabe em qualquer momento. Pode servir de apoio para qualquer ação interna ou até mesmo ser a grande estrela de uma campanha. A empresa proporciona uma verdadeira experiência da marca com seu público, gera aproximação e interação com esse público, reforçando conceitos e produtos, atrai a atenção da imprensa e ainda, se bem trabalhado, gera um mailling importante. Afinal, quem irá num evento corporativo se o assunto, produto ou empresa não for de real iteresse?

Qual é a formação que um profissional desta área precisa buscar?

Eu sou Relações Públicas, mas encontro profissionais de diversas áreas. O profissional deve trabalhar bem com planejamento e com pessoas, ser detalhista, paciente e otimista…Ter bom gosto e conhecimentos em comunicação e marketing também é fundamental. Mas o mais importante é gostar desse trabalho dinâmico e imprevisível.

Você mencionou a internet como a plataforma que permite um acompanhamento maior do desenrolar do evento. Semana passada estivemos conversando com o autor do livro Second Life. Guia de Viagem. Este tipo de plataforma também é propício para eventos? Conhece algum caso recente?

O número de eventos corporativos cresce no Second Life também. A Intel fez sua festa de 20 anos simultâneamente na vida real e virtual. Os diretores da empresa estavam com seus avatares presentes na festa virtual, que teve também a presença de funcionários que não estavam em São Paulo no dia da festa e interessados em geral. A Intel aproveitou para lançar um novo produto, e distribuir brindes virtuais (que conferem poderes aos residentes). Para receberem este brinde, era preciso preencher um cadastro, que com certeza gerou um mailling riquíssimo, já que os residentes do Second Life são antenados com tecnologia. Além disso, o evento chamou a atenção da imprensa e marcou a história.

E para fechar
Dê sua opinião, leitor! Você acredita que o mercado de eventos corporativos é bom para os freelancers? E essa de Second Life? É onda passageira ou veio para ficar?

Orangotag.S01.E01

Em conversa informal há um ano atrás, comentei com o amigo Cris Dias: “poxa, acredita que até hoje não vi um capítulo do Lost…mó mico”. “Calma rapaz, no próximo evento que participarmos eu levo os DVD´s da primeira temporada. Vi, assisti, gostei e descobri que o mantra da produção no mundo de hoje poderia ser cantado assim:

torrentttttssssredeeeesssocciiallllllluébidoispontozerooooommmm

Criadores americanos perceberam isso e, entre mortos e feridos, usaram e abusaram da rede para divulgação de seus episódios, sinopses, fãs, promoções. Podemos citar o “Lost Experience” como um ponto alto, onde pedaços de um vídeo secreto “vazaram” pela rede e o grande barato foi procurar estas partes e fazer a história completa.

Fazer a própria história poderia ser outra maneira de entender porque o modo de consumo de conteúdo “televisivo” mudou. E, na minha opinião, para melhor.

Nas esteira de tanta evolução, Fábio Spiceee (sim, o autor do Pensaletes) criou o Orangotag, um ambiente descompromissado e fluido onde fãs de séries (todas elas!) podem trocar idéias, resenhar episódios, fazer uma agenda dos episódios vistos e muito mais. Por lá percebemos que a terceira temporada de Lost já terminou. A primeira de Heroes também. O ritmo é o ritmo de quem tem pressa de fazer a própria história.

Conta pra gente aí, Spiceee, como você está escrevendo a sua?

orangotag_2.jpg

Como surgiu a idéia para o Orangotag. E mais…do rabisco num guardanapo até o primeiro protótipo tivemos quanto tempo?

A idéia do Orangotag partiu de uma necessidade minha de catalogar de maneira rápida e informal as coisas que eu consumia: livros, dvds, cds, etc para o sidebar do meu blog, o Pensaletes. Escrevi uma aplicação muito básica em Rails que funciona até hoje e que é chata de atualizar porque preciso inserir os itens um a um ao invés de ir buscá-los num site repositório de produtos, como a Amazon, visto que alguns dos livros, hqs, etc, são publicados no Brasil e não estão catalogados lá.

Como não existe um repositório central de mídia no Brasil, já que sites “magazines” como Americanas.com e Submarino não disponibilizam uma API - uma camada de programação que permite que qualquer desenvolvedor interaja com a loja de um outro site ou aplicação - a maneira de se ter um site tipo checklist de mídia só pode se dar por um esforço colaborativo e daí a web 2.0 entra como solução e não como conseqüência.

O rabisco do guardanapo foi um esqueleto básico da aplicação que o Anderson Kenji Mise, do blog vardump.com fez no Basecamp (um project manager para o qual Rails, a plataforma que faz o Orangotag funcionar, foi escrita) em 16 de junho de 2006. Eu comecei a programá-lo em fevereiro desse ano e ele está no ar há 2 meses e três dias.

O que mais me chamou atenção foi o clima despretencioso do site. Vocês, pelo menos até agora, não perderam o clima “Amigos que encontram amigos e compartilham seus interesses”. Tenho visto muitos projetos com cara de web 2.0 perderem este clima logo depois do lançamento. A interface simples (fluida), funcionalidades enxutas e o foco em conteúdo garantiram uma boa impressão inicial. Como fazer para manter este clima “indie”?

Acho que isso talvez venha da própria iniciativa do projeto: “precisamos organizar esse monte de séries que assistimos o quanto antes” e não “precisamos fazer alguma coisa web 2.0 que alguém ainda não tenha feito”.

A interface é o que mais dá trabalho no site, de longe. Tem sido fácil mantê-la fluida por enquanto, mas vai ficar cada vez mais difícil à medida que novidades vão sendo adicionadas. Eu mesmo não estou satisfeito com algumas coisas dela, mas gosto da solução que chegamos de evitar mensagens crípticas e de não ter que explicar tudo o tempo todo.

Você recentemente gravou com a turma do Braincast um programa sobre Liberdade Digital (Galera, me convidem para voltar no próximo hein!). Muitos dos leitores aqui…e…vá lá…eu também…consumimos séries através dos torrents…Como você vê esta tendência e em que este ambiente se vê impactado (legalmente, funcionalmente) por isso?

Os meandros legais desse lance de séries em rede p2p é algo muito confuso. Pra você ter uma idéia, agora tem gente nos EUA transmitindo a série ao vivo por sites tipo ustream.tv: as pessoas não querem esperar nem mesmo o torrent ficar pronto!

Eu pagaria por um serviço como o do iTunes, que deixa você comprar as temporadas das séries que mais gosta e vai baixando um novo episódio sempre que este fica disponível, acho que as distribuidoras das séries no Brasil têm a chance de correr atrás disso e não repetir a enrolação das gravadoras, por exemplo.

Eu vejo que o Orangotag como ferramenta pode funcionar em qualquer tipo de situação: para quem vê a série na TV paga ou aberta, quem está vendo a série agora no DVD, quem vê a série fora do país, quem baixa o torrent.

Estou pensando em como tornar a informação mais útil para quem assiste a série na TV paga, mas estou em dúvida entre formalizar essa informação num campo “wiki” separado ou deixar o próprio senso colaborativo do site se organizar em torno disso, colocando a informação na descrição da série, como algumas séries até já possuem.

Quais são os próximos passos do projeto?

A idéia é criar mais funcionalidade para que quem assista à série tenha mais controle sobre o ambiente que a cerca: possa esconder comentários que são spoilers, banir ou indicar membros que estão se comportando mal, etc. Refinar o processo que corrige erros na listagens dos episódios também é um trabalho constante e também precisamos implementar os plugins para blogs e abrir a API do site para quem quiser estender a aplicação. Depois, fazer o site entender todo tipo de mídia e não só séries.

O objetivo final é ter um lugar onde todos meus filmes, hqs, livros e séries estejam catalogados. Daí o meu problema estará resolvido e quem sabe o de mais gente também!

Chamada geral!

Porque você não dá um pulinho por lá e faz a sua conta? A minha já está lá.

Música de Cinema. Fábio Scrivano e a trilha sonora na sétima arte

Foto Fábio Scrivano cópia.jpgTemos um LP na casa dos meus pais que embalava algumas tardes memoráveis: a trilha sonora de 2001. Uma Odisséia no Espaço. Tempos depois, já comprando minha própria coleção, curti excelentes momentos com as trilhas de Forrest Gump, Pulp Ficction, Gladiator, Senhor dos Anéis…enfim. A lista é grande e quem curte música para cinema tem sempre a sua atrelado a momentos que superam aqueles passados na sala escura, com o saco de pipocas na mão. Fávio Scrivano, jornalista, foi além. Além deve ter várias ainda compartilha conosco suas opiniões num blog que já acompanho há um tempo: o Música para Cinema. Chamei-o para uma rápida entrevista e o resultado está logo abaixo. Ao final indicação do TOP 5…que discordo. Mas blog é para isso mesmo.

Fale sobre sua atuação como crítico de músicas para cinema…é profissão ou um hobby?

Gostaria muito que fosse profissão, mas desde o início da adolescência, quando me apaixonei por trilhas sonoras, tem sido apenas hobby. Consegui publicar um ou outro artigo mas, de maneira geral, a imprensa não leva a sério os compositores de cinema, o que é um erro grave. Tive que criar meus próprios veículos (site, blog) para poder escrever sobre o assunto. Minha intenção como crítico é, principalmente, alertar leigos e desatentos sobre a importância cinematográfica e a beleza artística da música orquestral composta para os filmes.

Para a grande maioria das pessoas, trilha sonora são aqueles CDs com canções pop reunidas para determinado filme.

Como você avaliaria este tipo de trabalho aqui no Brasil?

Ainda está engatinhando, embora a internet tenha revelado gente muito esforçada em reverter essa situação.

É natural que o país dedique menos espaço ao assunto do que Estados Unidos e Europa, lugares onde a história da música de cinema realmente foi construída. Mas isso não torna menos lamentável o descaso da nossa imprensa com o gênero. E quando resolvem fazer alguma matéria, ela fica a cargo de algum crítico de música clássica, gente que notoriamente detesta os compositores que se dedicam ao cinema.

De qualque maneira, os últimos anos foram animadores, com alguns livros publicados e a realização do Música em Cena, evento que trouxe Ennio Morricone ao Brasil e promoveu debates.

Algumas dicas para quem quer começar a trabalhar como músico para cinema?

O músico de cinema precisa, acima de tudo, de versatilidade e adaptabilidade. Versatilidade para lidar com histórias e exigências musicais das mais variadas. Adaptabilidade, para atender às necessidades do filme, sua principal função.

Você destacaria cinco trilhas sonoras recentes que causaram impacto…e porque?

  • Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001, John Williams)
    A responsabilidade e o desafio de criar um universo musical para o primeiro filme de Harry Potter eram imensos.Mas John Williams, como era de se esperar, não decepcionou.
  • Abril Despedaçado (2001, Antonio Pinto)
    Nunca a trilha de um filme brasileiro havia me comovido tanto. Uma das várias virtudes do esplêndido drama de Walter Salles.
  • Munique (2005, John Williams)
    Mais uma do genial John Williams, transmitindo com suas pungentes melodias toda a tristeza deste círculo vicioso de violência.
  • King Kong (2005, James Newton Howard)
    Parecia impossível, mas Howard criou uma trilha tão boa quanto a do filme original de 1933, que fez do compositor Max Steiner o “pai” da música de cinema.
  • O Código da Vinci (2006, Hans Zimmer)
    Zimmer não desperdiçou a oportunidade de musicar a adaptação de um dos maiores fenômenos literários de todos os tempos. A cena final no Louvre é exemplo conclusivo do que a música pode fazer pelo cinema.

Selo Audio Jungle
selo theme forest
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