Como iniciativas particulares estão moldando o futuro da exploração espacial

Você provavelmente sabe o que é corrida espacial. Já deve ter visto na TV, em algum especial ou algum post no Facebook.

Mas e da nova corrida ao espaço, já ouviu falar?

Neste exato momento, milionários e empresas de todo o globo, estão envolvidas numa competição para levar o ser humano ao espaço. Mas desta vez quem vai as estrelas são “homens comuns”.

Neste post vamos lhe mostrar um panorama geral desta nova disputa, numa pesquisa sobre as iniciativas mais radicais. Queremos investigar quem são as empresas que pretendem ir ao espaço, cobrando uma bela quantidade de dinheiro por isso.

O sonho de voar

O ser humano, mesmo antes dos Gregos e de Ícaro, sonhava em voar. Seja criando artefatos como as pipas, que nos representam nos céus, como invenções como paraquedas, asas, planadores e todo tipo de inovações que nos mantenham fora do chão, enxergando o mundo de uma outra perspectiva.
o pós-guerra e a primeira corrida

A tecnologia criada para Grande Guerra, principalmente pelos alemães, mas também por americanos e russos, nos levou a chamada Corrida Espacial.

Ela foi uma disputa pela hegemonia do espaço, ocorrida na segunda metade do século XX entre a União Soviética (URSS) e os Estados Unidos. Essa briga franca pela supremacia na exploração e tecnologia espacial terminou com os americanos chegando à Lua e os Russos com sérios problemas financeiros.

No espaço por uma “bagatela”

Antes desta nova era das “viagens espaciais”, sair da Terra envolvia ter o treinamento de um astronauta, ou pagar a Rússia 20 milhões de dólares por um passeio.

Mas um novo grupo de investidores enxergou neste mercado uma forma de ganhar muito dinheiro e começou uma nova disputa pelo espaço.

A nova corrida espacial

Existe uma nova disputa para levar o homem comum aos limites do nosso planeta. Empresas como a World View Enterprises, Virgin Galactic e Blue Origin são as novas concorrentes nessa disputa por dólares e centenas de milhares de quilômetros.

Novas experiências de voo

A World View Enterprises, uma startup sediada no estado do Arizona – EUA, criadora da Voyager, deu um passo gigante na direção de tornar a viagem espacial comercial uma realidade. Veja a animação que mostra como é a Voyager:

A empresa conseguiu lançar o primeiro voo de teste, com uma versão reduzida da sua cápsula de turismo espacial, uma réplica de 453 kilos da Voyager – chamada de Vanguard. Este protótipo foi enviado a cerca de 30.500 metros da atmosfera da Terra e já está equipada com toda a tecnologia necessária para fazer o modelo final decolar.

Este modelo, que é essencialmente uma cabine pressurizada, atinge sua altitude de cruzeiro e voa na borda do espaço, por cerca de 32 mil km, o que dá um tempo de aproximadamente uma hora, antes de lançar um balão cheio de hélio e iniciar a sua descida.

Depois de alcançar resultados altamente positivos, a empresa pretende começar os testes para os lançamentos em larga escala, com previsão de uma missão tripulada já em 2017.

Os novos donos do espaço

Semelhante ao esforços comerciais da Virgin Galactic e da Blue Origin, a Voyager da World View foi construída para dar aos clientes que possam pagar, a possibilidade de disfrutar de algo descrito como o “Turismo Extremo”.

Por um elevado preço de 75 mil dólares (algo em torno de R$ 244 mil), os passageiros garantem um acento na cápsula espacial, com acesso a Wi-Fi em pleno voo e uma seleção premium de drinks, para apreciar a linda curvatura do planeta.

Fora dos Estados Unidos

Até agora, o turismo espacial tem sido em grande parte um empreendimento com sede na América. Virgin Galactic, XCOR, Blue Origin e World View anunciaram seus planos de lançarem os “astronautas amadores” até as bordas do Espaço a partir do solo americano, mas há uma outra empresa correndo para o mesmo objetivo, mas fora dos Estados Unidos.

A KuangChi Science, com base na China, quer entrar no jogo com o lançamento de balões, direto de Hangzhou, no leste do país. A empresa atualmente se concentra na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias espaciais que irão fornecer novos serviços aos seus clientes.

Eles desenvolveram, com sucesso, tecnologias comerciais para plataformas de lançamento, incluindo a Cloud e a Traveller, entre outra iniciativas, que terão significativo impacto na indústria aeroespacial.

Iron Man chinês?

martin

Para realizar o sonho de criar o “Homem de Ferro” e desenvolver novas plataformas de transporte aéreo, a KuangChi adquiriu ações da Martin Aircraft Co. Ltd, fabricante do primeiro jetpack pessoal do mundo, o Martin Jetpack, assim como a Solar Ship Inc., fabricante de plataformas de transporte de baixo custo.

E ainda mais investimentos

A empresa supostamente investiu 1,5 bilhão de dólares, algo em torno de R$ 4.887 trilhões em um balão espacial de alta altitude, conceitualmente bem semelhante ao da World View Enterprises. Ele deve ajudar a KuangChi a oferecer um passeio ao espaço bem mais agradável do que seus concorrentes que usam foguetes reutilizáveis e naves espaciais.

Segundo o site da KuangChi, a experiência oferecida a bordo da cápsula Traveller vai levar as pessoas a uma viagem confortável pelo espaço-próximo (near space), de uma maneira nunca antes experimentada.

espaco

A relação entre as “camadas” do espaço entre a Terra e a Lua.

O projeto da cápsula segue o mesmo design de cabine hermética da Shenzhou V (primeira missão tripulada chinesa, lançada em 2003), que bloqueia os raios cósmicos.

A empresa afirma que o projeto do veículo irá garantir o conforto dos passageiros, permitindo-lhes sentir como se estivessem sentados numa limusine.

Novas experiências

Experiências futuristas, que incluem um “tour pelo espaço profundo”, oferecem a sensação de voar acima 24 km do solo, um pouco além da fronteira do espaço exterior, tecnicamente vão além do que se convenciona como voo.
Os limites geralmente aceitos de até 100 km, ficam entre a atmosfera da Terra e do espaço exterior, conhecida como a linha de Kármán.

O que o futuro nos reserva…

É difícil saber onde vamos chegar com todas essas inovações mas uma coisa é certa: o ser humano nunca vai desistir de ir cada vez mais alto, mais rápido (e pelo jeito com muito estilo) na busca por encontrar o que nos espera fora dos limites do nosso planeta.