Existe a fórmula para saber quanto vale a hora de trabalho. Acontece que ele não é exata. Entenda por quê.

Quem é freelancer sabe como é difícil precificar os nossos serviços. Quem nunca ficou numa encruzilhada quando tinha que enviar uma proposta de trabalho? Nós ficamos horas olhando para a planilha tentando achar um preço justo que nos remunere bem e que não seja alto o suficiente para espantar o cliente, não é mesmo!?

Li muita coisa na web sobre o assunto e um artigo do Sean Canha me deu uma luz sobre precificação. Pra quem ainda não sabe, a hora-técnica é a base do cálculo de nossa proposta. No artigo, o Canha explica a relação entre o preço-base, o lucro e quantidade de horas envolvidas no projeto que nos levam ao preço final da proposta. Há até uma fórmula para isso e recomendo que vocês leiam abaixo e implementem no seu cotidiano.

 

Preço ideal:
(Preço base + Lucro) x Tempo de duração

 

Muito legal, né? Eu mesmo levei muito tempo para criar a minha planilha e chegar na minha hora-técnica. Hoje em dia eu tenho uma noção bem acertada do tempo que eu levo para finalizar cada projeto e estimo um preço justo para mim e comercialmente viável no mercado.

Mas e quando o cliente questiona o valor da hora-técnica? O que fazer? Eis algumas dicas que eu reuni com as minhas experiências e de outros amigos do mercado:

Primeiro ponto. O nosso posicionamento

Antes de mais nada, o sua presença online deve ser consistente. A reputação de trabalho deve indicar claramente o seu posicionamento. Depois de 4 anos em que eu estive trabalhando exclusivamente como freelancer, em torno de no máximo 20% dos meus pedidos de orçamento que chegam na minha mailbox são aquém do nível de projetos que eu costumo a trabalhar. São poucos emails do tipo “topa fazer uma parceria que você vai ganhar grande visibilidade?“. E isso se deve a consistência do que eu faço e de como eu me posiciono no mercado e eu ainda quero melhorar mais! Pensem nisso!

A relação conhecimento técnico adquirido versus preço

Adquirir conhecimento técnico requer investimento de tempo e dinheiro, certo? Cursos, faculdade, livros, revistas, palestras, congresso, enfim… ninguém é bom apenas no feeling, ou no talento. Tem que correr atrás das novas tecnologias, de outros conceitos, ainda mais nos dias de hoje onde tudo corre aceleradamente. Portanto, quanto mais conhecimento técnico você tem, mais você investiu nele e isso reflete diretamente no seu preço. O importante é saber analisar quanto do seu tempo custou esse investimento e argumentar claramente o quanto isso poderá agregar ao projeto de seu cliente.

Benefícios agregados

A segurança de um contrato: mas de nada adianta ter um grande conhecimento técnico se você não sabe aplicá-los na prática. É preciso dar segurança ao cliente. Ele precisa sentir que ao fechar com você, além de ter um projeto bacana com o que há de mais legal no momento, o cliente precisar estar seguro de que você não vai pegar a primeira parcela dele e sair correndo! Faça contratos SEMPRE! Ele dá garantia de direitos e deveres para ambas as partes. Eu recomendo muito a leitura dos artigos do Henrique Arake sobre o assunto aqui no Carreira Solo. Ele dá dicas valiosas quando o assunto é Direito. #Fikadika

Metodologias aplicada ao projeto: outro ponto importante que dá bastante segurança ao cliente é a questão da metodologia de trabalho. É importantíssimo que você mostre como vai trabalhar no projeto, quais os seus métodos, métricas e conceitos e principalmente, segui-los a risca!

Reputação, o SPC do freelancer: a reputação é a base do relacionamento online. É uma moeda de troca onde ganhamos dinheiro indiretamente, e o cliente não foge a esse pensamento. Se o seu trabalho na rede tiver reconhecimento do mercado, se tiver depoimentos de outros clientes sobre os seus respectivos sites e afins, sua reputação sempre estará em alta e isso dará uma excelente margem de negociação.

Quem não tem plano B, não tem nenhum. A estratégia na proposta

Outra dica que eu dou é nunca faça apenas uma proposta. Meu antigo chefe Sr. Hélio Galliet sempre me dizia “faça uma proposta boa para o cliente e faça uma proposta ideal para você“, ambas precisam estar dentro da sua métrica de precificação (já mencionada acima), mas nunca a divulgue antes do tempo. A negociação é um arte.

Surpreenda sempre

E por fim, a última dica que eu dou é surpreenda o seu cliente. Uma vez contratado empenhe-se em entregar algo além do que foi contratado. Um brinde, uma lembrança, ou até mesmo algo no projeto que dará um “plus” ao mesmo. Algo que não onere tanto o projeto mas que dará ao cliente a certeza de que fez a escolha certa.

Bem pessoal, eu gostaria de ver como vocês resolvem essa questão. Usem os comentários à vontade e mostrem as experiências de vocês.

Bons negócios e até o próximo artigo.